Quando se recebe um Kindle

Recebi o meu Kindle no passado dia 21 de Outubro, depois de o mesmo ter sido expedido em 19 de Outubro, primeiro dia de expedição do Kindle Global Wireless - Edição Internacional.

Nesse mesmo dia, e respondendo a um desafio/pedido da jornalista do Público Isabel Coutinho enviei-lhe as minhas impressões com o equipamento, talvez duas horas depois de ter aberto a caixa. Recordo aqui o meu entusiasmo inicial, publicado num post no blogue ciberescritas http://www.ciberescritas.com/?p=5749:


“Já chegou o meu Kindle 2!
É mesmo fantástico!
Telegraficamente, porque não o consigo largar…
1. Whispernet funciona na perfeição. Minutos depois de ligar o aparelho, sem fazer nada para isso, o Kindle (K) importou uma carta do Jeff Bezos para mim o “JOSE”. Navegação na loja da Amazon fácil e rápida. Qual será a rede móvel portuguesa que permite o acesso ao kindle? Ou serão todas?
2. As “samples” que ao longo dos últimos dias fui “enviando” para o Kindle a partir do site da Amazon chegaram 3 minutos depois de ligar o K, sem que fizesse nada para isso. Perfeito, “seamless”, ou… “sem espinhas”.
3. Só tinha visto ecrãs de e-ink em fotos no PC. A qualidade é mesmo notável. Tal como os livros em papel, quanto mais luz melhor.
4. Excelente “look and feel”, é agradável ao toque, ergonómico… bonito. Além disso uso das funções e botões é muito intuitivo.
5. Livros com caracteres portugueses (por exemplo importados via Projecto Guttenberg) são totalmente legíveis; caracteres portugueses perfeitamente suportados.
6. Recomendo altamente uso do programa Calibre - para além de converter livros para o formato aceite pelo K e de permitir gerir os livros no aparelho - recolhe (gratuitamente) e envia para o Kindle os RSS’s de notícias com uma qualidade final notável. Há um “script”/uma receita (como lhe chama o programa) para recolher as notícias do Público.
7. Browser abre mas não permite navegação, como a Amazon havia anunciado.
8. Livros gratuitos em formato mobi disponíveis em variadíssimos sites são lidos de forma perfeita no kindle."

Nota: Entretanto verifiquei que é possível navegar gratuitamente no site da Wikipedia em Inglês.





E, já agora, vejam lá o percurso que o meu Kindle fez até chegar à minhas mãos. Foram dois dias a saltitar de aeroporto em aeroporto até chegar a Lisboa. Clique na imagem para ver os detalhes:


Novidade - Novo Kindle DX já disponível em Portugal

Conforme ontem havia adiantado, acaba de ser divulgado o lançamento do novo Kindle DX Internacional - com ligações 3G em vários países do mundo, incluindo Portugal.

O Kindle DX custa 489 dólares (aos quais acrescem despesas de envio bem como taxas alfandegárias), pode ser encomendado desde já e começará a ser enviado no dia 19 de Janeiro próximo.


Kindle DX - Edição Internacional a caminho

Está já disponível na página da Amazon um link anunciando o Kindle DX - Global Wireless. Embora a ligação ainda não funcione está dado o sinal, esperado, que indica para muito breve o lançamento do Kindle DX em todo o mundo.

Recordo que o Kindle DX possui um ecrã com 9,7 polegadas, que permite leitura de PDFs em página inteira e maior "conforto" visual na leitura de livros e jornais. Em contrapartida torna-se menos prático para transportar diariamente. Está vocacionado para um mercado mais profissional e sobretudo, a Amazon está a fazer experiências-piloto com universidades americanas no sentido de o Kindle DX passar a incluir os manuais e materiais escritos de apoio das diferentes cadeiras, evitando assim que os estudantes carreguem tanto peso às costas.



As ligações do Kindle - Custos e Funcionalidades

O Kindle, em Portugal, liga-se através da rede GSM das operadoras portuguesas, com um cartão americano da AT&T (ao qual aliás não temos acesso - pelo menos sem abrir o aparelho). Não tem ligação Wi-Fi nem Bluetooth.

Em termos de eventuais custos de assinatura ou de comunicação, estes, pura e simplesmente, não existem. A Amazon, a empresa que vende o Kindle, não cobra qualquer assinatura mensal nem qualquer custo de comunicação.

Mas, em contrapartida, o Kindle não se liga "livremente" à Internet. Aliás, não é essa a sua vocação nem função primordial. Assim, explicando um pouco melhor, o Kindle liga-se, via rede móvel, sem custos à loja online da Amazon, de forma a permitir a compra de livros, jornais ou revistas.

Detalhando um pouco, podemos comprar um livro ou fazer apenas o download de uma "amostra" do mesmo. Ou seja, se não conhecemos bem o autor ou o livro podemos fazer o download dos primeiros capítulos desse mesmo livro, o que normalmente nos permite apreciar se o livro/estilo de escrita/história nos agrada ou não e depois, em qualquer momento, decidir ou não a compra do livro.

Podemos também assinar um jornal ou uma revista, podendo igualmente comprar números avulsos desses mesmos jornais ou revistas. No momento em que escrevo estão à disposição 88 jornais e 38 revistas de todo o mundo. Em Portugal, o Público já deu a entender que poderia em breve disponibilizar uma "edição Kindle". A título de exemplo, posso dizer que cada edição Kindle do El País custa 1,49 USD (1,04 Eur) e que assinatura mensal do mesmo jornal custa 19,99 USD (13,97 Eur). Estas edições Kindle do jornal são enviadas automaticamente para o aparelho, na madrugada de cada dia. A edição comprada de forma "avulsa" é descarregada para o Kindle em cerca de 60 segundos (ou menos).

Finalmente, o Kindle permite aceder, ainda e sempre gratuitamente, ao website da Wikipedia, versão em língua inglesa. Sem limite de tempo nem de conteúdos e incluindo imagens.

Ao contrário dos Estados Unidos, e tendo em conta que estamos com o tal cartão GSM americano, não é possível, pelo menos para já, ligar a blogues nem a outros sites da web para além da wikipedia em inglês.